E então o gato distraido olhou para lado e viu a rua vazia,sentiu o vento do inverno arrepiando sua espinha,olhou a lua cheia e toda formosa,em cima do muro uma gata branca a miar,correu de encontro a ela, e como se destilando poemas pos-se a miar,a gata indiferente sentia-se toda, linda tal qual a lua,foi então que agua caiu do céu o gato correu e o homem gritou. pobre gato,que façam isso com o homem em uma serenata.
Correu o mundo a coletar as estrelas do ceu, encontrou o príncipe viajante,que fazia perguntas, mas nuncas as respondia.Sentou a admirar as mais belas paisagens,sentia ela como que tão importante quanto oxigenio,mais necessário que comida,inexplicavelmente afeto.
Viu ele nas mil e uma historias,quem sabe mil e trinta,sabia descorrer entre os livros como o coelho foge da raposa,escrevia ele então sozinho,até que tinha vontade,contava ele uma historia,para que a donzela o admirasse,sabia ele de mais e de menos,tudo e nada,olhava adiante ao sentir saudade
E a gata ainda indiferente.
Era homem agora, e ela donzela,não mais gato e gata
Sabiam de si o que sabiam de tudo,pensava e não existia,descartes havia se enganado,sentia e então existia,e sem ela quem sabe não existisse,era apenas uma sombra.