sábado, 28 de agosto de 2010

Madrugada

Destino bobo,me acompanhou em livre arbítrio,mudou o ar e me fez conversar
Eu pensei não,mas acabei em oi,falei da vida e do que mais cabia.
E na conversa e nesses poucos goles a noite ali observava fria
O sonho bobo de compor canção,ditei poemas,repeti o não,fui me perdendo e já não mais sabia,e foi passando até raiar o dia,entre cigarros e a estrela guia.
E ali se foi em meio as sombras da noite o que morre a luz do amanhecer...
Era só um poema que estava a escrever.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Modernidade

Ficou velho com seus problemas e suas doenças
acha o tempo pouco e corre infinitamente sem dizer pra onde
hoje eluciada a mente em confusões e se perde
sem nem saber mais se existe o que á encontrar
esqueceu promesas feitas a si mesmo
esqueceu o medo do escuro
não se importa mais com o verde
sofre pelo bem que não faz
não faz mais as proprias vontades por medo de criticas.
agora é um homem respeitadisimo...
mas apenas por pessoas desrespeitosas
hoje é um homem de bem..porque faz o mau como todo mundo...
sabio e feliz senhor produtivo, em uma sociedade falida...
e o chamam bem sucedido.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mesmo lugar

Mesmo lugar,mesmos parceiros,whiskey,cigarros,companhias diversas.
 Ao som de jazz , MPB as vezes.
A mesa com boa visão das pessoas.
Ela entrou.Sentou junto ao balcão,sorriu marfim,sorriu pra mim.
Pensei poemas e frases feitas,mas como poderia,desisti de receitas.
O whiskey não conseguia me tornar tão ébrio quando o perfume dela.
Conversa,sorrisos,caricias,taxi,apartamento,elevador,chão da sala.
Aquela noite surgiu diferente e terminou na cama.
O nascer do sol foi o acordar do sonho,cama vazia e coração tristonho.
Mesmo lugar,mesmos parceiros,whiskey,cigarros,companhias diversas.
O jazz embala lembrança,ela nunca mais voltou,e eu nunca mais fui lá.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Poker

Ele tem as fichas,tem a mesa de pano verde e precisa fazer algo.
É sua ultima atitude,espera sua ultima carta,a única que falta para um flush.
Ah mas como é engraçado, sentado a mesa do lado esquerdo o Destino, em sua frente acomoda-se  a Vida,todos aguardando a ultima carta, a rodada final.
Espectativa.
Surge a ultima carta,otimo!!Tem um flush,mostram as cartas,destino fora,a vida tem um four.Merda!!,a vida leva todas as fichas de novo.
Mais uma dose de uisque -o mais barato- mais uma tragada no cigarro,Rebuy.
Ok,novas fichas,nova rodada,mesmos parceiros,contra a Vida e o Destino.
Mesa completa,tem um straight flush de nove a rei nas mãos,certo da vitoria aposta tudo.
Um momento, a Vida tem de ir ao banheiro,o Destino sauda sua coragem,e  enquanto a  vida vai ao banheiro a Morte joga a rodada em seu lugar,afinal são mesmo muito proximas,a Morte topa sua aposta.Mostram-se as cartas.
Não tem mais direito a rebuy.

domingo, 22 de agosto de 2010

Quem não quer despertar?

Andou em direção a rua sem olhar para os lados. Um som de pastilhas de freio lutando contra o movimento das rodas. Um instante de paz.
Uma longa espera, olhando aos céus com sangue na garganta, uma imagem entrelaçada ao azul do céu se faz fixa na mente.
Toque de mensagem recebida no celular, os olhos abrem e é apenas o teto, novamente esse sonho. Com esse já eram quatro noites seguidas.
Desde o dia em que ela lhe olhou fixo nos olhos e disse:
-Ainda seremos amigos? A vida é longa! Preciso experimentar mais... Entenda, é uma decisão importante.
Como se ele não soubesse, como se nunca tivesse parado pra pensar a respeito, lhe espantava o fato dela nunca ter pensado que ele tomaria tal atitude... Com tudo que passaram, seria normal pensar a respeito, mas não, ela nunca o fez.
Perdido em pensamentos esquece o motivo do som que acordou-o, apenas levanta-se da cama.
Em outro momento, mais adiante, no mesmo dia. Se pega ele em frente a rua que o sonho o faz lembrar a quatro noites,sente dentro de si o impulso de checar se o sonho era uma aviso, um alerta, quem sabe o próprio destino inevitável, quer atravessar sem olhar os dois lados... Quer se arriscar, afinal talvez a vida não seja tão longa quanto pensa ela, talvez e apenas talvez, seja mais curta do que pensamos, por que dar razão a ela?
Andou em direção a rua sem olhar para os lados. Um som de pastilhas de freio lutando contra o movimento das rodas. Um instante de paz.
Uma longa espera, olhando aos céus com sangue na garganta, uma imagem entrelaçada ao azul do céu se faz fixa na mente.
A imagem que se via em meio a nuvens era o rosto dela em lagrimas.
Um toque de mensagem, um despertar, novamente o teto.
O sonho nunca chegara tão longe e nunca tão real... Será que tudo está traçado e a cada sonho me aproximo mais da morte?
Será que realmente recebo mensagens no celular toda vez que acordo? Ou seria tudo parte de um único sonho?!
As perguntas invadem a sua mente, na realidade tudo que ele quer é saber se está acordado, sente a necessidade de tomar o destino em suas próprias mãos, mudando tudo com que sonhou ele olha a mensagem, e o conteúdo o faz chorar de alegria.
-Eu aceito! A vida se faz longa enquanto tivermos o destino em nossas mãos - diz a mensagem.

Meu olhar é curto

Meu olhar é curto,fino e preciso,tanto que coube em uma linha.
Mas em uma linha cabem muitas coisas,tanto que coube um horizonte.
E é nessa linha que meu olhar repousa,na linha onde cabem horizontes e é nessa linha que meu coração descansa,na linha dos sonhos e curiosidades de uma criança.

sábado, 21 de agosto de 2010

A dança dos gatos da noite

Eu já a conhecia porem naquela noite ela estava diferente, estava especial.
Seu sorriso mais forte mais bonito,sempre tão decidida,seus cabelos mais leves como a aureola  de um anjo luminoso.
O meu olhar de longe acompanhava seu dançar era quase como se ela levitasse na pista.

O gato persa havia me dito.
Um gole na bebida,um caminhar decidido,peguei-a pela mão,me olhou com sorriso maroto.
beijei gostei,conversei amei,dancei curti.
O sonho passou e eu nem vi,só impresso em mim como em um  poema  a saudade .
Tudo como a dança dos gatos safos que não cruzam ruas.